A trombocitemia essencial consiste basicamente no aumento da concentração de plaquetas no sangue. Trata-se de uma neoplasia sanguínea rara, não hereditária, que incide principalmente sobre adultos acima dos 40 anos. O pico de incidência do diagnóstico se dá em torno dos 60 anos de idade.

A produção excessiva de plaquetas potencializa o risco do paciente de desenvolver coágulos sanguíneos, além de provocar uma série de sintomas, que incluem fadiga, dores de cabeça, alterações na visão e sensação de desmaio.

Continue esta leitura e saiba mais sobre as causas, sintomas e diagnóstico da trombocitemia essencial, condição chamada também de neoplasia das plaquetas.

Trombocitemia Essencial – A Neoplasia das Plaquetas

Para compreender a trombocitemia essencial, primeiramente é necessário entender o que são células-tronco.

A medula óssea é uma estrutura corporal – constituída por células-tronco – responsável pela produção dos componentes do sangue: os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas.

A trombocitemia é proveniente de uma mutação das células-tronco, que faz com que elas se proliferem descontroladamente. As plaquetas são as mais afetadas por este mau funcionamento das células-tronco, e passam a ser produzidas em excesso.

Trombocitemia Essencial – Causas

As plaquetas são os componentes sanguíneos responsáveis pela coagulação do sangue, evitando hemorragias e facilitando cicatrizações. No entanto, quando produzidas em excesso, existe um grande risco de formarem coágulos sanguíneos (trombos), bloqueando, assim, os vasos sanguíneos do paciente.

O risco de desenvolvimento de coágulos sanguíneos é um dos efeitos mais nocivos da trombocitemia essencial. Os coágulos podem ser formados nos vasos sanguíneos das pernas, pulmões e outras partes do corpo do paciente.

As causas da trombocitemia essencial permanecem desconhecidas. Entretanto, estudos afirmam que mais de metade dos pacientes acometidos pela doença apresentam uma irregularidade no gene JAK2, denominada mutação V617F.

Trombocitemia Essencial – Sintomas

Os sintomas da trombocitemia essencial incluem: dores de cabeça, fraqueza, hematomas e sangramentos, alterações visuais temporárias, tonturas, vertigens, formigamento e/ou dormência de mãos e pés, tinido nos ouvidos, eventos trombóticos e tromboembólicos.

Os pacientes acometidos pela doença apresentam um risco maior de sofrer ataque cardíaco e AVC (Acidente Vascular Cerebral). Em raros dos casos de trombocitemia, é possível que a condição evolua para doenças do sangue mais graves, como leucemia aguda ou mielofibrose.

Trombocitemia Essencial – Diagnóstico

Caso a contagem de suas plaquetas encontre-se superior a 540 mil plaquetas por microlitro de sangue, alguns exames hematológicos serão solicitados a fim de confirmar – ou não – o diagnóstico de trombocitemia.

Trata-se de um diagnóstico de exclusão obtido através de alguns exames, incluindo hemograma, esfregaço sanguíneo periférico, estudos citogenéticos e um possível exame da medula óssea, em casos específicos.

Trombocitemia Essencial – Tratamento

O tratamento da trombocitemia essencial é voltado para dois objetivos principais: aliviar os sintomas provenientes da doença e reduzir o risco do paciente de sofrer episódios de coagulação sanguínea.

Ainda não existe cura para a trombocitemia. O tratamento varia de acordo com a gravidade da doença e deve ser prescrito por um hematologista, médico especialista em doenças do sangue.

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