Esplenomegalia ou Aumento do Baço. Esplenomegalia significa aumento do baço. Esta condição descreve um estado funcional hiperativo do baço e pode estar associada a diversas doenças. Entre suas complicações, está uma acentuada redução do número de diversas células sanguíneas, algo potencialmente fatal, merecendo uma investigação adicional e cuidadosa.

Neste artigo, conheça as doenças associadas a esta condição, seus riscos e formas de gerenciamento.

Esplenomegalia ou Aumento do Baço nas Doenças do Sangue

Em que Consiste a Esplenomegalia ou Aumento do Baço

O baço está localizado no lado esquerdo do abdômen e pode ser considerado como dois órgãos em um, uma vez que:

  • Filtra o sangue e remove células anormais, como glóbulos vermelhos velhos e defeituosos;
  • Produz componentes do sistema imunológico que combatem doenças, incluindo anticorpos e linfócitos.

O baço adulto saudável pesa cerca de 200g. No entanto, uma variedade de distúrbios pode aumentar o baço, às vezes para 2 kg ou mais. Quaisquer condições que causem um rápido colapso das células sanguíneas podem exercer grande pressão sobre o baço e aumentá-lo.

Causas

Como o baço está envolvido em várias funções corporais, é vulnerável a uma ampla gama de distúrbios. Algumas das causas da esplenomegalia incluem:

  • Cirrose hepática – que pode aumentar a pressão sanguínea no interior dos vasos do baço;
  • Fibrose cística – um distúrbio genético, caracterizado por produção excessiva de muco, principalmente nos pulmões e no pâncreas;
  • Citomegalovírus – uma infecção viral comum que causa sintomas leves e semelhantes aos da gripe;
  • Mononucleose – uma infecção causada pelo vírus Epstein-Barr;
  • Anemias hemolíticas, como a talassemia, um distúrbio genético que afeta a produção da hemoglobina;
  • Doença de Hodgkin – câncer do sistema linfático;
  • Linfoma não-Hodgkin – câncer do sistema linfático;
  • Leucemia – câncer da medula óssea que afeta as células sanguíneas;
  • Malária – um parasita transmitido aos seres humanos pela picada de mosquitos infectados.

A esplenomegalia é um achado associado importante em muitas doenças que requerem diagnóstico e tratamento imediatos. Algumas doenças, como endocardite, sepse e leucemia aguda, apresentam alta taxa de mortalidade quando diagnóstico e tratamento não são alcançados rapidamente.

Sintomas

Raramente a esplenomegalia causa sintomas. Quando presentes, podem ocorrer soluços, incapacidade de comer uma refeição abundante, aumento do volume abdominal, dor abdominal do lado esquerdo (região onde o baço está localizado) e febre.

Diagnóstico

Encontramos esplenomegalia em três circunstâncias específicas:

  • Um achado incidental comum em exames de imagem do abdome;
  • Incidentalmente no exame físico de rotina do abdome;
  • Quando há uma suspeita de uma doença que pode se apresentar com esplenomegalia.

O achado de esplenomegalia no exame físico por palpação é importante e não deve ser ignorado, mas deve-se considerar que esse achado pode não representar esplenomegalia verdadeira ou doença clinicamente significativa. Normalmente, a confirmação da esplenomegalia no exame físico é obtida por meio de avaliação radiológica.

Abordagens de Gerenciamento

A esplenomegalia por si só não representa uma emergência médica, a menos que um paciente esteja tendo complicações agudas ou seja clinicamente instável devido aos efeitos da condição.

Em geral, o gerenciamento da esplenomegalia está focado na determinação da causa subjacente. Nos casos em que a avaliação inicial não é reveladora, deve-se ter uma reflexão cuidadosa para determinar as próximas etapas do gerenciamento.

Embolização Esplênica Parcial

Embora o tratamento da causa subjacente, uma vez descoberta, geralmente melhore os sintomas da esplenomegalia, há casos em que a embolização esplênica parcial pode ser considerada.

Esse procedimento pode ajudar a melhorar a contagem de glóbulos vermelhos na talassemia, esferocitose hereditária e anemia hemolítica auto-imune.

As indicações para embolização parcial continuam a crescer, mas o procedimento pode ter complicações, incluindo infecção, síndrome pós-embolização e complicações pulmonares, como atelectasia, derrame e pneumonia.

Esplenectomia

A esplenectomia é o procedimento realizado para remover o baço. A remoção cirúrgica de um baço muito aumentado pode melhorar a contagem de células sanguíneas e reduzir a necessidade de transfusões.

Essa abordagem é usada seletivamente em pacientes com crises recorrentes graves de doenças auto-imunes que atingem os glóbulos vermelhos (por exemplo, anemia hemolítica auto-imune) ou plaquetas (por exemplo, púrpura trombocitopênica imune). Nesses casos, a remoção do baço pode ajudar a reduzir a gravidade dos sintomas.

Se o baço for removido, outros órgãos, como os linfonodos e o fígado, podem desempenhar a maioria de suas funções, embora você esteja em maior risco de infecção. Seu sangue também pode conter glóbulos vermelhos de formato diferenciado.

Em alguns casos, pode ser possível deixar intactas porções saudáveis ​​do baço, e remover apenas as partes doentes ou danificadas. Isso permite que o baço continue executando suas funções habituais.

Complicações e Cuidados

Certos distúrbios, incluindo mononucleose, podem ocasionalmente tornar um baço aumentado delicado o suficiente para romper.

Uma pessoa com esplenomegalia deve tomar cuidado para evitar todos os esportes de contato e quaisquer outras atividades que possam causar forte impacto ao abdômen.

Um golpe repentino no abdome, por exemplo, pode dividir a cápsula externa do baço e causar sangramento na cavidade abdominal. Nesse caso, é necessária uma cirurgia de emergência para remover o baço.

Embora o manejo de muitos dos distúrbios associados à esplenomegalia possa parecer complexo, é possível gerenciar adequadamente esta condição, com o acompanhamento constante do seu médico de confiança.

Referência: Mayo Clinic

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