O tratamento de primeira linha refere-se ao tratamento inicial recomendado para uma doença. Também pode ser conhecido como tratamento primário, tratamento inicial ou terapia de indução.

Para muitas condições, incluindo o câncer, existem muitos tratamentos que podem ser eficazes. À medida que os estudos mais recentes encontram melhores opções, as recomendações de tratamento de primeira linha estão se aperfeiçoando continuamente.

Continue a leitura e saiba mais informações sobre as terapias de primeira linha, como seu médico decide qual protocolo utilizar e como você pode participar desse processo.

Tratamento de Primeira Linha Contra o Câncer

Em que Consiste o Tratamento de Primeira Linha

O tratamento de primeira linha é aquele que, para a maioria das pessoas, deve fornecer os melhores resultados com o menor número de efeitos colaterais. Em contraste, os tratamentos de segunda linha são usados ​​quando o tratamento de primeira linha falhou, ou se funcionou por um tempo e então o câncer progrediu.

Não existem “regras” gerais determinando qual tratamento deve vir em primeiro lugar e, além disso, é importante trabalhar com seu médico hematologista para selecionar os tratamentos que oferecem o melhor resultado, minimizando os efeitos colaterais, conforme você estiver disposto a tolerar.

Contra o câncer, o tratamento de primeira linha pode ser uma combinação de terapias, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia, administrados em sucessão. Portanto, utilizamos o termo “protocolo ou regime de tratamento de primeira linha”.

Neste cenário, são considerados componentes da terapia de primeira linha:

  • A terapia neoadjuvante – quimioterapia administrada antes da cirurgia para reduzir o tamanho de um tumor;
  • A terapia adjuvante – administrada após a cirurgia para reduzir o risco de recorrência.

Primeira Linha x Segunda Linha

Em contraste, o tratamento de segunda linha é geralmente aquele escolhido após o tratamento de primeira linha:

  • Não ter atingido o objetivo;
  • Ter causado efeitos colaterais tão graves, que impeçam a continuidade do tratamento.

Escolhendo a Terapia de Primeira Linha

Cada câncer é diferente. E é importante ter isso em mente se você ouvir falar de outro tratamento para o seu tipo de câncer. O tratamento de primeira linha para um câncer de um determinado tipo e estágio pode ser diferente do tratamento de primeira linha para o câncer de outra pessoa do mesmo tipo e estágio, mas em um perfil molecular diferente.

Além disso, outros fatores como idade, saúde geral e condições coexistentes podem fazer com que um tratamento utilizado como primeira linha para uma pessoa, seja considerado como terapia de segunda linha para outra.

Quando você e seu médico considerarem um protocolo de tratamento de primeira linha, reflita sobre estas questões:

  • Esclareça o tipo, estágio e perfil molecular do seu tumor.
  • Qual é o seu objetivo ao receber este tratamento? Pessoas diferentes têm objetivos diferentes. Algumas pessoas desejam ser o mais agressivas possível (e tolerar quaisquer efeitos colaterais que possam ocorrer) para ter uma chance de prolongar a vida, enquanto outras podem optar por menos efeitos colaterais e melhor qualidade de vida, mesmo que a sobrevivência seja mais curta.
  • Que efeitos colaterais você está disposto a tolerar? Os efeitos colaterais que as pessoas estão dispostas a tolerar podem variar. Algumas pessoas desejam evitar erupções cutâneas, enquanto outras consideram a fadiga o pior sintoma. Algumas pessoas podem querer evitar a náusea a todo custo, enquanto outras não se importariam de sentir um pouco de náusea se a fadiga fosse mais branda.
  • Qual é a taxa média de sucesso do tratamento?
  • Quais são os riscos possíveis?

Tratamentos Complementares

A maioria das pessoas se beneficia dos tratamentos complementares desde o início do tratamento de câncer. Terapias como acupuntura, meditação, massagem e ioga são usadas de forma integrativa, ou seja, juntamente com os tratamentos tradicionais, como a quimioterapia. Esses tratamentos complementares podem ajudar algumas pessoas a lidar com os efeitos colaterais do câncer e de seus tratamentos.

Mais Informações sobre este assunto na Internet:
Compartilhe informação: