Tratamentos do Câncer no Sangue

O tratamento para o câncer de sangue depende do tipo de câncer, da idade do paciente, de quão rápido o câncer está progredindo, onde o câncer se instalou e outros fatores. Para saber mais sobre alguns dos tipos de tratamento, continue lendo.

  • Quimioterapia
  • Imunoterapia
  • Transplante de Medula Óssea

A quimioterapia é um tipo de oncologia médica que envolve a administração periódica de drogas anti-câncer, ao longo de vários meses.

O paciente pode fazer o tratamento de quimioterapia em regime ambulatorial ou de internação, dependendo do diagnóstico de câncer no sangue. Se os sintomas ou efeitos colaterais do tratamento se tornarem difíceis de administrar, talvez se torne necessário uma estadia curta no hospital.

Objetivos do Tratamento

Os médicos usam a quimioterapia para tratar o câncer e aliviar seus sintomas, ao encolher os tumores que causam dor. A quimioterapia usa drogas anti-câncer para interferir e impedir o crescimento das células cancerosas no corpo. A quimioterapia para câncer de sangue pode envolver vários medicamentos em um regime conjunto. Este tratamento também pode ser feito antes de um transplante de células estaminais.

O tratamento pode ser feito oralmente ou com injeções e geralmente é dividido em ciclos, com períodos de tratamento seguidos de períodos de descanso. Isso permite que o corpo possa se recuperar e se fortalecer.

Em alguns casos, o tratamento é associado a radioterapia e esteróides para tratar o câncer de sangue. Também pode ser relacionado ao transplante de células-tronco, substituindo as células formadoras de sangue que a quimioterapia destruiu.

Efeitos Colaterais da Quimioterapia

Os efeitos colaterais variam de acordo com o tipo de tratamento de quimioterapia. A fadiga é o sintoma mais comum. Náuseas e queda de cabelo também podem ocorrer. Sua equipe de atendimento abordará os efeitos colaterais que surgirem ao longo do tratamento.

A imunoterapia, também chamada de terapia biológica, utiliza seu próprio sistema imunológico para combater o câncer. Geralmente, resulta em menos efeitos colaterais a curto prazo do que a quimioterapia.

As imunoterapias usadas ou estudadas para tratar o câncer no sangue incluem:

  • Terapia de células T de receptor antígeno quimérico (CAR T-Cell);
  • Tratamento com citocinas;
  • Infusão de linfócitos de doadores;
  • Terapia com anticorpos monoclonais;
  • Radioimunoterapia;
  • Transplante de células-tronco alogênicas de intensidade reduzida;
  • Vacinas terapêuticas contra o câncer.

Os médicos utilizam a imunoterapia de várias maneiras diferentes para tratar câncer de sangue, incluindo:

  • Em combinação com outros tipos de tratamento contra o câncer;
  • Como terapia de manutenção depois de quimioterapia combinada;
  • Como um agente único.

Objetivo do Tratamento

O sistema imunológico natural do corpo parece incapaz de identificar o câncer como um invasor. Uma razão para isso pode ser que as células cancerígenas não são invasores externos, como vírus e bactérias. As células cancerígenas são versões alteradas (mutações) das células normais e não produzem características únicas, como um antígeno que pode desencadear uma resposta imune.

A imunoterapia baseia-se no conceito de que é possível produzir em laboratório células imunes ou anticorpos capazes de reconhecer e matar células cancerígenas, e depois administrá-las em pacientes para tratar o câncer. Existem vários tipos de imunoterapias, como Car T-Cell, tratamento de citocinas, infusão de linfócitos de doadores, entre outros.

Efeitos Colaterais da Imunoterapia

Certos tipos de imunoterapia atacam o câncer ou retardam sua disseminação para outras partes do corpo. Já outros, tornam mais fácil para o sistema imunológico destruir as células cancerígenas. A imunoterapia, por vezes, faz o sistema imunológico atacar as células saudáveis, o que pode causar efeitos indesejados. Os efeitos colaterais da imunoterapia incluem:

  • Reações de pele;
  • Sintomas como os da gripe;
  • Dores musculares;
  • Falta de ar (dificuldade para respirar);
  • Inchaço das pernas (edema);
  • Congestão nasal;
  • Dores de cabeça;
  • Ganho de peso causada pela retenção de fluido;
  • Diarréia;
  • Alterações hormonais, incluindo hipotireoidismo (ocorre quando a glândula tireoide não produz hormônios suficientes, podendo causar fadiga e ganho de peso);
  • Tosse.

Os transplantes de células-tronco, incluindo sangue periférico, medula óssea e transplantes de sangue de cordão, podem ser usados para tratar o câncer. Tais transplantes são mais utilizados para cânceres que afetam o sangue ou o sistema imunológico, como leucemia, linfoma ou mieloma múltiplo. Vamos explicar os motivos pelos quais uma pessoa pode precisar de um transplante de células-tronco, o que estas células fazem, e como é realizado o transplante. Também abordaremos alguns dos problemas que acompanham os transplantes e como é feita a doação de células-tronco.

Objetivo do Tratamento

Os transplantes de células-tronco são realizados para substituir a medula óssea que foi destruída pelo câncer ou pelo tratamento utilizado.

Em alguns tipos de câncer, como leucemias, mieloma múltiplo e alguns linfomas, um transplante de células-tronco pode ser uma parte importante do tratamento.

Altas doses de quimioterapia (às vezes junto com a radiação) funcionam melhor do que as doses padrão para matar as células cancerígenas. No entanto, altas doses também podem matar as células-tronco e fazer com que a medula óssea pare de produzir células sanguíneas, as quais precisamos para viver.

Por isso é feito o transplante de células-tronco. As células transplantadas substituem as células-tronco do corpo, após a destruição da medula óssea e de suas células causada pelo tratamento. O transplante permite que os médicos utilizem doses muito mais altas de quimioterapia para tentar matar todas as células cancerígenas.

Efeitos Colaterais do Transplante de Células-Tronco

Muitos dos problemas que podem acontecer logo após o transplante são causados pela eliminação da medula óssea por medicamentos ou radiação logo antes do transplante. Também podem ocorrer efeitos colaterais dos próprios tratamentos condicionantes, como por exemplo:

  • Dor na boca e garganta;
  • Náusea e vômito;
  • Infecção;
  • Sangramento e transfusões;
  • Problemas pulmonares.

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