Doença de Hodgkin ou Linfoma de Hodgkin – Saiba Mais

Publicado: 22 de maio de 2026

Câncer no Sangue Linfomas Sistema Linfático


A doença de Hodgkin é um tipo de linfoma. Por este motivo, também é conhecida como linfoma de Hodgkin. Este é um tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático, um integrante do sistema imunológico composto por uma rede de vasos e glândulas espalhadas por todo o corpo.

Apesar de também ser um tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático, a doença de Hodgkin se comporta, se espalha e responde ao tratamento de maneira diferente à dos Linfomas não-Hodgkin.

Neste artigo, saiba mais sobre este tipo de câncer no sangue, suas características, formas de tratamento e perspectivas.

Conteúdo do Artigo

O Linfoma de Hodgkin

O linfoma de Hodgkin foi nomeado após o médico que o reconheceu pela primeira vez. Na doença de Hodgkin, os linfócitos B (um tipo particular de linfócito) começam a se multiplicar de maneira anormal e passam a se acumular nos gânglios linfáticos. Os linfócitos afetados perdem suas propriedades de combate à infecção, tornando o paciente mais vulnerável à infecção.

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Embora seja uma neoplasia maligna séria, o linfoma de Hodgkin é uma das malignidades hematológicas com melhor prognóstico quando diagnosticado precocemente, particularmente quando identificado em estágios iniciais. Responde muito bem ao tratamento, com taxas de cura de aproximadamente 85-90% em doença localizada e 75-80% em doença avançada.

Os linfomas de Hodgkin têm uma aparência particular ao microscópio. Eles contêm células chamadas células de Reed Sternberg. Os linfomas não Hodgkin parecem diferentes ao microscópio e não contêm células de Reed Sternberg.

As células de Reed Sternberg são um tipo de glóbulo branco chamado linfócito B, que se tornou canceroso. Os linfócitos B normalmente produzem anticorpos para ajudar a combater infecções.

Início e Disseminação

Como o sistema linfático atende muitas partes do corpo, o linfoma de Hodgkin pode iniciar seu desenvolvimento em praticamente qualquer região. Os principais locais onde isso pode acontecer são: linfonodos, vasos linfáticos, baço, medula óssea, timo, glândulas adenoides e amígdalas e trato digestivo.

O linfoma de Hodgkin difunde-se com mais frequência através dos vasos linfáticos, de linfonodo a linfonodo. Raramente, no final da doença, pode invadir a corrente sanguínea e se espalhar para outras partes do corpo, como fígado, pulmões e/ou medula óssea.

Tipos

Diferentes tipos de linfoma de Hodgkin podem crescer e se espalhar de forma diferente pelo organismo, sendo que também devem ser tratados de forma diferente. Veja a seguir a diferenciação do linfoma de Hodgkin:

Linfoma de Hodgkin Clássico

Responsável por mais de 9 em 10 casos de linfoma de Hodgkin em países desenvolvidos. As células cancerígenas neste linfoma são geralmente um tipo anormal de linfócito B. Linfonodos aumentados nestes pacientes geralmente têm um pequeno número de cancerígenas, com grande quantidade de células imunes normais em torno delas.

Essas outras células imunes causam a maior parte do inchaço nos gânglios linfáticos. O linfoma de Hodgkin clássico tem, ainda, 4 subtipos:

  • Esclerose nodular: este é o tipo mais comum, responsável por cerca de 7 dos 10 casos. Inicia, geralmente, nos gânglios linfáticos no pescoço ou no peito;
  • Linfoma de celularidade mista: segundo tipo mais comum, representando aproximadamente 15% dos casos. É visto principalmente em pacientes que já estão infectados pelo HIV. Também é encontrado em crianças ou idosos. Pode começar em qualquer linfonodo, sendo mais frequente na metade superior do corpo;
  • Linfoma rico em linfócitos: este subtipo não é comum. Geralmente ocorre na metade superior do corpo e raramente é encontrado em mais de alguns linfonodos;
  • Linfoma com depleção de linfócitos: esta é uma forma rara da doença de Hodgkin. É visto principalmente em idosos e pessoas com infecção pelo HIV. Esta forma é mais agressiva que outros tipos de HL e provavelmente estará em estágio avançado quando for encontrado pela primeira vez. Além disso, é mais frequente nos gânglios linfáticos da barriga, bem como no baço, fígado e medula óssea.

Linfoma de Hodgkin Predominante em Linfócitos Nodulares

Responsável por cerca de 5% dos casos. As células cancerígenas neste caso são células grandes chamadas de pipoca (porque parecem pipocas), também chamadas células linfocíticas e histiocíticas.

Este tipo geralmente começa nos gânglios linfáticos no pescoço e axilas. Pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum em homens do que em mulheres. Tende a crescer mais lentamente e é tratado de maneira diferente dos tipos clássicos.

Tratamento

O plano de tratamento recomendado dependerá da saúde geral e idade do paciente. Até que ponto o câncer se espalhou também é um fator importante na determinação do melhor tratamento.

Os principais tratamentos incluem quimioterapia (como ABVD \- doxorrubicina, bleomicina, vimblastina e dacarbazina) isolada ou combinada com radioterapia. Para pacientes com doença avançada, pode-se utilizar esquemas intensificados como BEACOPP (bleomicina, etoposídeo, doxorrubicina, ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona).

Avanços recentes incorporaram terapias alvo, incluindo conjugados anticorpo-fármaco (brentuximabe vedotina) e imunoterapia com inibidores de checkpoint imunológico (nivolumabe e pembrolizumabe), que se tornaram parte do arsenal terapêutico moderno.

Um avanço importante é o uso de terapia adaptada à resposta terapêutica, onde a avaliação por PET-CT (tomografia por emissão de pósitrons) após os primeiros ciclos de quimioterapia guia o tratamento subsequente. Essa abordagem permite intensificar ou reduzir o tratamento conforme a resposta individual, otimizando os resultados e reduzindo efeitos adversos desnecessários

Perspectivas

A maioria das pessoas com linfoma de Hodgkin será curada. No entanto, devem ser consideradas as complicações tardias do tratamento, que incluem:

  • Aumento do risco de infertilidade (tanto em homens quanto em mulheres);
  • Maior predisposição a desenvolver outros cânceres;
  • Lesão pulmonar (especialmente relacionada à bleomicina);
  • Cardiomiopatia;
  • Aterosclerose coronariana e valvopatia cardíaca (associadas à doxorrubicina e irradiação mediastinal).

Por este motivo, o acompanhamento prolongado com o hematologista é essencial para prevenir estas complicações.

Mais informações sobre este assunto na Internet:

Artigo Publicado em: 7 de mar de 2019 e Atualizado em 22 de mai de 2026

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