Compartilhe informação:

Os seres humanos possuem cerca de 500 gânglios linfáticos em seu organismo, com agrupamentos nas axilas, virilha, pescoço, tórax e abdômen. Mas você sabe o que são estes, também chamados linfonodos, e sua função?

Neste artigo, saiba mais sobre o sistema linfático, sua função em nosso organismo e as doenças relacionadas a ele.

Gânglios Linfáticos

Os gânglios linfáticos integram o sistema linfático: uma rede de pequenos vasos, por onde flui um líquido incolor chamado linfa, repleto de resíduos de células do sistema imunológico, que foram drenados das células e tecidos. A seguir, conheça melhor o sistema linfático e seus integrantes:

Integrantes do Sistema Linfático

O sistema linfático constitui uma parte do nosso sistema imunológico, sendo formado pelos vasos linfáticos, pelos linfonodos (gânglios linfáticos) e pelo fluido linfático (linfa). Sua principal função é a de drenar fluidos, resíduos e outras partículas (como vírus e bactérias) dos tecidos para a corrente sanguínea.

Vasos Linfáticos

Os vasos linfáticos formam uma rede de pequenos tubos que estão distribuídos em todas as partes do nosso corpo, até mesmo nas mais profundas.

Possuem comunicação com todas as células da pele e dos órgãos internos, de forma a drenar líquidos e resíduos, até os dutos maiores, localizados na região do pescoço, onde alcançam a corrente sanguínea.

Linfonodos (Gânglios Linfáticos)

Pequenos nódulos de formato oval, dispostos em intervalos ao longo dos vasos linfáticos. Sua função é de filtrar organismos prejudiciais e células anormais, retirando-os da linfa, antes que ela atinja a corrente sanguínea.

Os linfonodos contêm células do sistema imunológico que atacam e destroem os microorganismos que são transportados pelo fluido linfático, impedindo que eles causem uma infecção.

Fluido Linfático (Linfa)

A linfa flui das paredes dos capilares – minúsculas ramificações dos vasos sanguíneos – para fornecer oxigênio e outros nutrientes para todas as células, retirando delas resíduos como dióxido de carbono, além de transportar glóbulos brancos, que ajudam a combater infecções.

Se o fluido linfático não fosse drenado, seu acúmulo causaria inchaço nos tecidos. Por este motivo, os vasos linfáticos retiram o fluido linfático ao redor das células, transportando-o até o grande vaso que possui ligação com a circulação sanguínea.

Linfadenopatia – O Inchaço dos Gânglios Linfáticos

A linfadenopatia consiste no aumento do tamanho de um gânglio linfático. Ela ocorre quando existe uma infecção, feridas ou desenvolvimento de tumores na região, devido à necessidade de filtrar as partículas nocivas.

As áreas mais comuns em que os linfonodos aumentam de tamanho são: pescoço, virilha e axilas. O aumento de tamanho de um linfonodo geralmente é causado por condições, como infecções, determinados medicamentos e doenças do sistema imunológico. Apenas alguns casos de câncer, como linfoma e leucemia são causas para acometimento linfonodal.

Gânglios Linfáticos e sua Relação com o Câncer

O câncer pode estar relacionado aos gânglios linfáticos, por começar seu desenvolvimento neste local (o chamado linfoma) ou por chegar aos linfonodos a partir de outra região no organismo.

Quando o câncer começa em outro local e se espalha, as células cancerosas se desprendem do tumor e chegam a outras partes do corpo, através da corrente sanguínea ou do sistema linfático.

Sendo conduzidas através da corrente sanguínea, elas podem chegar a órgãos distantes. Mas, ao ser conduzidas através do sistema linfático, elas podem ser filtradas pelos gânglios linfáticos.

Muitas destas células cancerosas morrem ou são destruídas, mas as poucas que conseguem se situar em um novo local formam novos tumores, num processo chamado de metástase.

Quando o tumor desenvolve-se no interior dos gânglios linfáticos, os linfonodos próximos a ele são os principais afetados, pois atuam mais fortemente no sentido de filtrar ou matar as células cancerosas.

Quando o câncer está presente nos linfonodos, pode significar que o tumor está desenvolvendo-se rapidamente ou mais propenso a gerar metástase.

Mas quando os gânglios linfáticos próximos são o único outro local onde foram encontradas células cancerosas, além do local do tumor primário, uma cirurgia para remover o tumor principal e os gânglios linfáticos próximos já pode eliminar o problema. Por este motivo, o acompanhamento do médico especialista é fundamental nestes casos.


Compartilhe informação: