A anemia hemolítica autoimune adquirida é um tipo raro de anemia, em que a medula óssea não produz glóbulos vermelhos suficientes ou essas células não funcionam tão bem quanto deveriam. Muitos pacientes com esta doença têm um distúrbio subjacente que pode ser de natureza grave, como por exemplo o distúrbio linfoproliferativo ou distúrbio do tecido conjuntivo.

Saiba mais sobre a anemia hemolítica autoimune adquirida, com a leitura deste artigo.

Anemia Hemolítica Autoimune Adquirida

A Anemia Hemolítica Autoimune Adquirida

A anemia hemolítica autoimune adquirida é um tipo de anemia hemolítica, condição em que o corpo destrói os glóbulos vermelhos mais rapidamente do que a medula óssea consegue produzir novas dessas células.

Adquirida significa que as pessoas não nascem com essa anemia: outra doença ou condição causou o problema. “Autoimune” significa que o sistema imunológico do seu corpo ataca e destrói os glóbulos vermelhos.

Mais de 70% dos novos casos são observados em pacientes com mais de 40 anos de idade. O pico de incidência entre os 60 e os 70 anos de idade e a frequência do distúrbio é geralmente maior nas mulheres do que nos homens.

Causas

Uma pessoa pode desenvolver anemia hemolítica autoimune adquirida se tiver uma doença autoimune, como o lúpus. Normalmente, quando o sistema imunológico detecta invasores estranhos, como bactérias e vírus, produz proteínas chamadas anticorpos para atacá-los.

Na pessoa com este tipo de anemia, o sistema imunológico produz anticorpos que atacam erroneamente seus próprios glóbulos vermelhos.

Outras doenças, assim como o uso de alguns medicamentos, também podem causar anemia hemolítica autoimune. Podemos citar:

  • Cânceres, incluindo leucemia linfocítica crônica e linfoma não-Hodgkin;
  • Infecções como Mycoplasma pneumoniae;
  • Uso de medicamentos como penicilina, metildopa (Aldomet), quinino (Qualaquina) e sulfonamidas;
  • Infecção por vírus como o Epstein-Barr, citomegalovírus, HIV e hepatite.

Algumas situações incomuns podem levar à destruição dos glóbulos vermelhos. Por exemplo, à medida que as células passam por máquinas de oxigenação durante a cirurgia de coração aberto, elas podem sofrer alterações que levam à anemia hemolítica.

Características Clínicas

Geralmente, os sintomas da anemia hemolítica autoimune adquirida se assemelham aos de outras anemias e podem incluir:

  • Arrepios;
  • Pulsação rápida;
  • Pele pálida ou amarela;
  • Falta de ar;
  • Fraqueza e fadiga;
  • Dor no peito;
  • Urina escura;
  • Sensação de plenitude abdominal relacionada ao aumento do baço.

Se a anemia hemolítica autoimune for secundária a outra causa, os sintomas da outra causa podem ser mais aparentes.

Diagnóstico

Uma vez que os exames de sangue mostram que uma pessoa tem anemia, o médico passa a suspeitar de uma maior destruição dos glóbulos vermelhos quando um exame de sangue mostra um aumento no número de glóbulos vermelhos imaturos, os chamados reticulócitos, ou há evidência de destruição de hemácias num esfregaço de sangue: um teste em que uma gota de sangue é espalhada em uma lâmina e examinada ao microscópio.

Um exame de sangue específico pode mostrar um aumento na quantidade de bilirrubina, produzida pela destruição de glóbulos vermelhos e uma quantidade reduzida de uma proteína chamada haptoglobina, que se liga à hemoglobina liberada dos eritrócitos destruídos.

A anemia hemolítica autoimune como causa é confirmada quando os exames de sangue detectam quantidades aumentadas de anticorpos específicos, ou ligados a hemácias.

Tratamento

Quando uma doença, como o lúpus, está causando a anemia, o médico inicia o tratamento dela, antes de passar para o tratamento da anemia. Se uma medicação é a causa, provavelmente o uso medicamento será suspenso ou ele será substituído. Se a condição for leve, entretanto, o paciente pode não precisar de nenhum tratamento.

Um corticosteroide como a prednisona é geralmente a primeira escolha para o tratamento. Altas doses são usadas no início, seguidas por uma redução gradual da dose ao longo de várias semanas ou meses.

Quando a pessoa não responde aos corticosteroides ou quando este provoca efeitos colaterais intoleráveis, a cirurgia para remover o baço, chamada esplenectomia, é muitas vezes o próximo tratamento. O baço é removido porque é o local onde os glóbulos vermelhos cobertos de anticorpos são destruídos. Quando a destruição de hemácias persiste após a remoção do baço ou quando a cirurgia não pode ser feita, imunossupressores, como a ciclosporina, são usados.

Quando a destruição dos glóbulos vermelhos é grave, são necessárias transfusões de sangue, mas elas não tratam a causa da anemia e fornecem apenas alívio temporário. Assim, o acompanhamento do médico hematologista é essencial para manter o bem-estar do paciente com este tipo de anemia.

Referência: Genetic and Rare Diseases Information Center

Artigo Publicado em: 7 de fev de 2019 e Atualizado em 29 de janeiro de 2021

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