Plasmocitoma no Mieloma Múltiplo. Neoplasias de células plasmáticas – como o plasmocitoma – são doenças nas quais células plasmáticas anormais (as células do mieloma) formam tumores nos ossos ou tecidos moles do corpo.

O plasmocitoma solitário é um distúrbio raro, semelhante ao mieloma múltiplo. Pessoas com plasmocitoma solitário não têm células de mieloma na medula óssea ou em todo o corpo. Em vez disso, eles têm um tumor composto de células plasmáticas, que é restrito a uma única área do corpo. Geralmente esses tumores estão em um osso, mas às vezes podem estar em um órgão.

Um tumor pode danificar o osso e causar hipercalcemia (excesso de cálcio no sangue). Isso afeta muitos órgãos do corpo, incluindo os rins, nervos, coração, músculos e trato digestivo, além de causar sérios problemas de saúde.

Neste artigo, vamos abordar o desenvolvimento de plasmocitoma no mieloma múltiplo, seus sintomas e tratamento.

Plasmocitoma no Mieloma Múltiplo

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Conteúdo do Artigo

O Plasmocitoma no Mieloma Múltiplo

As células plasmáticas se desenvolvem a partir de linfócitos B (células B), um tipo de glóbulo branco que é produzido na medula óssea. Normalmente, quando bactérias ou vírus entram no organismo, algumas das células B se transformam em células plasmáticas, produzindo anticorpos para combater micro-organismos.

As células do mieloma múltiplo são células plasmáticas anormais que se acumulam na medula óssea e formam tumores em muitos ossos do corpo. À medida que o número de células do mieloma múltiplo aumenta, mais anticorpos são produzidos. Isso pode causar um espessamento do sangue e impedir que a medula óssea produza células sanguíneas saudáveis. As células do mieloma múltiplo também danificam e enfraquecem o osso.

O mieloma múltiplo não está confinado a um osso ou localização específica dentro de um osso. Ele tende a envolver todo o esqueleto. Quando apenas uma lesão é encontrada, ela é chamada de “plasmocitoma” ou “plasmocitoma solitário”. Quando esse tipo de tumor se desenvolve nos pulmões, garganta ou outros órgãos, é chamado de plasmocitoma extramedular. A maioria dos médicos acredita que o plasmocitoma é simplesmente uma forma precoce e isolada de mieloma múltiplo.

Tipos de Plasmocitoma

Em geral, existem dois tipos de plasmocitoma: plasmocitoma ósseo solitário e plasmocitoma extramedular.

Plasmocitoma Ósseo Solitário

Quando as células plasmáticas cancerígenas formam uma lesão sólida em uma área de um osso, isso é chamado de plasmocitoma ósseo solitário. Esses tumores geralmente se desenvolvem na coluna vertebral, mas também podem se desenvolver na pelve, fêmur (coxa) e esterno (osso do peito).

Além disso, não há sintomas ou outros achados que sustentem o diagnóstico de mieloma múltiplo, como níveis elevados de cálcio, doença renal ou anemia.

Plasmocitoma Extramedular

Em pessoas com plasmocitomas extramedulares, a massa sólida de células cancerígenas não se forma na medula óssea ou em um osso, mas sim no tecido mole de um órgão do corpo.

Esses plasmocitomas ocorrem mais comumente nos tecidos moles da região da cabeça e pescoço, como os seios nasais ou o trato respiratório superior. Eles também podem se formar em outros órgãos, como a bexiga ou o trato gastrointestinal.

As pessoas com plasmocitoma extramedular não apresentam outros achados que apoiem o diagnóstico de mieloma múltiplo.

Plasmocitoma: é Diferente do Mieloma?

Plasmocitoma e mieloma múltiplo são cânceres semelhantes das células plasmáticas no sangue ou na medula óssea. No entanto, esses tipos de câncer têm diferenças importantes.

Em pessoas com mieloma múltiplo, as células plasmáticas cancerígenas se desenvolvem difusamente por toda a medula óssea e causam problemas, como diminuição da contagem de células sanguíneas, disfunção renal e de outros órgãos.

No plasmocitoma, as células plasmáticas anormais se formam juntas em uma massa em uma área do corpo, mais comumente em um osso. A incidência (taxa de novos casos) de plasmocitoma é baixa, com menos de 5% das pessoas com distúrbios de células plasmáticas apresentando um plasmocitoma.

Sintomas

Os pacientes com mieloma múltiplo que apresentam complicações ósseas possuem sensibilidade óssea difusa, especialmente ao redor do esterno (peito) e da pelve (quadril).

Fraturas causadas pelos tumores ocorrem com frequência. Os pacientes geralmente terão seu mieloma múltiplo descoberto quando desenvolverem esse tipo de fratura. A coluna vertebral é o local mais comum para uma fratura patológica ocorrer. Também pode acontecer nas costelas e pelve.

A compressão da medula espinhal ocorre em até 5% dos pacientes. Isso causa dor nas costas e pernas, além de dormência e fraqueza nas pernas.

Pacientes que têm altos níveis de cálcio no sangue devido à agressão óssea pelas células plasmáticas podem sentir náusea, fadiga, confusão, constipação e micção frequente.

Diagnóstico

O diagnóstico de um plasmocitoma solitário requer uma avaliação minuciosa para garantir que não haja a presença de mieloma em outras partes do corpo. Isso ocorre porque muitos pacientes que se presume terem plasmocitoma solitário, em última análise, têm evidências de mieloma em outros lugares.

Tratamento

Após uma avaliação completa, os pacientes com plasmocitoma solitário podem ser tratados apenas com radioterapia, pois estudos indicaram que a adição de quimioterapia à radiação não melhora a sobrevida global em pacientes com plasmocitoma solitário.

Já foi identificado que após o tratamento com radiação, até 50% dos pacientes com plasmocitoma ósseo solitário estejam vivos sem evidência de recidiva após 10 anos do tratamento, sugerindo que muitos pacientes com plasmocitoma solitário podem ser curados.

Ambos os plasmocitomas ósseos, extra-ósseos ou extramedulares são tratados com radioterapia. Entretanto, o prognóstico pode ser ainda melhor para pacientes com plasmocitoma extramedular solitário. Também pode ser realizada cirurgia para destruir ou remover o tumor.

Aproximadamente 70% das pessoas com plasmocitoma solitário eventualmente desenvolvem mieloma múltiplo. Eles precisam então de tratamento adicional, como a quimioterapia. Isso pode ser combinado com um transplante de células-tronco. Saiba mais sobre estas formas de tratamento em: “Tratamento do Mieloma Múltiplo“.

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Artigo Publicado em: 4 de outubro de 2019 e Atualizado em: 19 de maio de 2023

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