A trombocitopenia imune (PTI) é uma doença auto-imune na qual as plaquetas são revestidas com autoanticorpos e posteriormente destruídas pelo sistema imunológico. A doença se apresenta com um risco aumentado de sangramento, devido a um número reduzido de plaquetas funcionais circulantes.

Continue a leitura e compreenda como esta doença se desenvolve, quais são seus sintomas e como realizamos seu diagnóstico e tratamento.

Trombocitopenia Imune (PTI)

Em que Consiste a Trombocitopenia Imune

As plaquetas são células sanguíneas especializadas que ajudam a prevenir e conter o sangramento, e são fundamentais para a coagulação.

Uma contagem normal de plaquetas varia de aproximadamente 150.000 a 450.000 por microlitro de sangue. Geralmente a PTI se apresenta no hemograma somente com as contagem plaquetárias diminuídas e os demais parâmetros normais.

Como a Trombocitopenia Imune se Desenvolve

A anormalidade fundamental na PTI é que o sistema imunológico do paciente reconheceu suas próprias plaquetas e suas células progenitoras (megacariócitos) como “estranhas”, levando seus linfócitos B a produzirem anticorpos antiplaquetários auto-reativos que se ligam às superfícies dessas células.

Um tipo de glóbulo branco chamado macrófago reconhece partículas revestidas de anticorpos, neste caso plaquetas revestidas de anticorpos, levando à sua destruição.

A medula óssea tenta compensar, mas geralmente é incapaz, principalmente em casos graves. A produção de plaquetas também pode ser prejudicada quando os anticorpos antiplaquetários se ligam às células da medula óssea que produzem plaquetas, chamadas megacariócitos.

Sinais e Sintomas

A PTI manifesta-se como uma tendência a sangramento, contusões fáceis (púrpura) ou extravasamento de sangue dos capilares para a pele e membranas mucosas (petéquias).

Os sintomas de sangramento em pacientes com PTI geralmente se apresentam como uma forma leve, como sangramento na pele e nas regiões mucosas, ou como uma forma mais grave e com risco de vida, como sangramento em áreas gastrointestinais ou intracranianas.

Embora a maioria dos casos de PTI aguda, principalmente em crianças, seja leve e autolimitada, a hemorragia intracraniana pode ocorrer quando a contagem de plaquetas é muito baixa. Infelizmente, cerca de metade desses casos é fatal.

Diagnóstico

Atualmente, não há teste laboratorial definitivo para diagnosticar PTI. Em vez disso, o diagnóstico é considerado por exclusão, o que significa que outras causas foram eliminadas ou são improváveis. A esplenomegalia (aumento anormal do volume do baço), por exemplo, praticamente afasta o diagnóstico de PTI.

A PTI pode ser descoberta incidentalmente com base em um hemograma solicitado por outros motivos, como um exame anual de rotina. No entanto, a maioria dos pacientes com trombocitopenia imune apresenta ao médico um sangramento anormal na pele, resultando em hematoma.

O sangramento das mucosas também pode ocorrer e resultar em baixos níveis de hemácias circulantes (anemia), Isso geralmente significa sangramento na boca e no nariz, mas também pode haver sangue na urina.

Tratamento

Embora não exista uma cura bem estabelecida para a condição, felizmente quase todos os pacientes alcançam uma melhora na contagem de plaquetas após o tratamento. Apenas pode ser difícil para muitos pacientes com PTI encontrar o tratamento que funciona para eles com o mínimo de efeitos colaterais indesejados.

Em muitas crianças e em alguns adultos, a terapia pode não ser necessária no momento em que eles procuram o médico e o distúrbio pode se resolver espontaneamente. A decisão de iniciar o tratamento depende de fatores como:

  • Gravidade dos sintomas;
  • Idade do paciente (aumento do risco de sangramento nos adultos e principalmente nos idosos);
  • Distúrbios coincidentes que podem predispor ao sangramento;
  • Estilo de vida.

Esses fatores também podem interferir nas escolhas de tratamento.

O objetivo da terapia é evitar sangramentos e melhorar a contagem de plaquetas, buscando restaurar a capacidade do paciente de ter um estilo de vida normal. É importante entender a taxa de sucesso e os possíveis efeitos colaterais antes de iniciar qualquer forma de tratamento.

Referência: Mayo Clinic

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