A trombocitemia essencial (TE) é uma neoplasia mieloproliferativa em que ocorre produção excessiva de plaquetas, as células responsáveis pela coagulação do sangue.

Se você recebeu o diagnóstico de trombocitemia essencial, pode estar preocupado com o que isso significa e como conviver com a doença pode afetar a sua vida.

Continue a leitura deste artigo para compreender o que é a TE, qual é o objetivo do tratamento e como prevenir as possíveis complicações associadas.

lidar com a trombocitemia essencial

Compreendendo a Trombocitemia Essencial

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A TE é uma doença rara e crônica, que afeta cerca de 2 a 3 pessoas em cada 100 mil habitantes, alterando a produção de plaquetas na medula óssea.

A causa ainda não é totalmente conhecida, mas acredita-se que esteja relacionada a uma mutação genética que afeta as células-tronco da medula óssea.

O diagnóstico geralmente começa quando um hemograma demonstra o aumento no número de plaquetas. A partir de então, podem ser solicitados outros exames para excluir outras possíveis causas. É importante ressaltar que apenas um médico especialista, como um hematologista, pode fornecer um diagnóstico definitivo e orientar sobre o tratamento adequado.

Sintomas

Muitas pessoas com TE não apresentam sintomas e descobrem a doença por acaso, em um exame de sangue de rotina. Outras podem ter sintomas leves ou inespecíficos, como:

  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Visão turva;
  • Vermelhidão ou calor na pele;
  • Formigamento ou dormência nas mãos ou nos pés;
  • Sangramento nasal ou gengival;
  • Hematomas ou manchas roxas na pele;
  • Úlceras ou feridas na boca;
  • Fadiga ou fraqueza.

Estes sintomas podem variar de acordo com a localização e o tamanho dos coágulos que se formam no sangue.

Possíveis Complicações

As plaquetas são importantes para evitar sangramentos excessivos quando há algum ferimento ou lesão. No entanto, quando em excesso no sangue, elas podem formar coágulos e obstruir o fluxo de sangue para órgãos vitais, como o cérebro, o coração ou os pulmões. Nestes casos, podem surgir complicações como:

  • Trombose venosa profunda: formação de coágulos nas veias profundas das pernas ou da pelve, que podem se soltar e viajar até os pulmões, causando uma embolia pulmonar;
  • Trombose arterial: formação de coágulos nas artérias, podendo causar acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio ou isquemia mesentérica;
  • Esplenomegalia: aumento do baço por causa do acúmulo de plaquetas nesse órgão;
  • Leucemia mieloide aguda: transformação das células da medula óssea em células cancerosas, que se multiplicam rapidamente e invadem o sangue e outros tecidos.

O que Esperar do Tratamento

O tratamento da TE tem como objetivo reduzir o risco de complicações trombóticas ou hemorrágicas e melhorar a qualidade de vida do paciente. O tipo de tratamento depende de vários fatores, como a idade, os sintomas, o número de plaquetas e a presença de outras doenças associadas.

Alguns dos métodos de tratamento incluem:

  • Uso de medicamentos para controlar a produção de plaquetas. Os anticoagulantes também podem ser usados para prevenir a formação de coágulos.
  • Em alguns casos, a flebotomia terapêutica (procedimento em que uma certa quantidade de sangue é removida do corpo) pode ser necessária para reduzir o número de plaquetas no sangue.
  • Um acompanhamento médico constante é fundamental para monitorar os níveis de plaquetas e ajustar o tratamento conforme necessário. Exames de sangue regulares serão necessários para avaliar a eficácia do tratamento e detectar possíveis complicações.

Além do tratamento médico, existem medidas que podem ser tomadas para ajudar a lidar com a trombocitemia essencial:

  • Manter um estilo de vida saudável é importante para diminuir o risco de complicações. Isso inclui adotar uma dieta equilibrada, praticar exercícios regularmente, evitar o fumo e o consumo excessivo de álcool.
  • É importante estar ciente dos sintomas que podem surgir e informar seu médico imediatamente se experimentar algum deles.
  • Aceitar o apoio de amigos, familiares ou grupos de apoio pode ajudar a lidar com o impacto emocional da condição.

É essencial lembrar que cada caso de trombocitemia essencial é único, e o tratamento pode variar de acordo com a gravidade da condição e as necessidades individuais. Portanto, seguir as recomendações médicas e manter uma comunicação aberta com o médico é fundamental para um bom gerenciamento da condição.

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