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A aplasia medular trata-se de uma doença da medula óssea, caracterizada pela sua produção reduzida ou até mesmo inativada, gerando baixas concentrações de células sanguíneas circulantes.

Com a leitura deste artigo, saiba mais sobre esta patologia, seus sintomas e formas de tratamento.

Aplasia Medular

A formação de células sanguíneas origina-se de células-tronco, que, após um processo de divisão e diferenciação, dão origem às células hemácias, leucócitos e plaquetas. Na vida fetal, esta produção ocorre no saco vitelínico e, após o nascimento, a única fonte de novas células sanguíneas é a medula óssea.

Quando ocorre algum distúrbio na produção destas linhagens pela medula óssea, temos um quadro de aplasia ou falência, que reflete em uma redução destas células no sangue periférico.

As consequências deste problema são variáveis, de acordo com o tipo de célula afetada. A baixa produção dos glóbulos vermelhos pode causar anemia; a redução nos níveis de glóbulos brancos reduz a imunidade e a deficiência nas plaquetas causa problemas de coagulação sanguínea.

Causas da Aplasia Medular

As causas da aplasia medular ainda não estão totalmente esclarecidas. No entanto, já tivemos evidências de que ela esteja associada à exposição a agentes químicos, radiação ou alguns medicamentos.

A aplasia medular ainda pode ser causada por alguma doença mais grave, como a anemia de Fanconi: uma forma hereditária de insuficiência da medula óssea, em que o paciente também apresenta anomalias de desenvolvimento, como polegares ausentes, microcefalia, anomalias renais, baixa estatura e pigmentação anormal da pele.

Sintomas da Aplasia Medular

Como a principal característica desta doença é o baixo número de leucócitos, hemácias e plaquetas, seus sintomas estão relacionados com a redução dessas células no sangue.

Dessa forma, o paciente passa a apresentar: fadiga, cansaço, fraqueza e falta de ar; palidez e infecções frequentes; manifestações hemorrágicas, como manchas roxas na pele e sangramento excessivo. Alguns pacientes também relatam dor de cabeça, taquicardia e tontura.

Esses sintomas, também chamados de pancitopenia, podem surgir subitamente ou de forma gradual. Por este motivo, podem decorrer durante meses até que o paciente busque ajuda médica.

Diagnóstico da Aplasia Medular

O hemograma é o primeiro exame realizado para o diagnóstico da aplasia medular. Ele possibilita quantificar células como hemácias, leucócitos e plaquetas circulantes no sangue e identificar alguma anormalidade na produção.

Quando necessário, o hematologista pode solicitar a realização de um mielograma: um exame um pouco mais invasivo, que consiste na aspiração do sangue e da medula no osso do quadril ou no osso esterno. Este exame ajuda a verificar a produção das células sanguíneas.

Tratamento da Aplasia Medular

Quando o diagnóstico precoce é realizado, possibilitando o imediato tratamento de suporte, provavelmente as complicações fatais são fortemente reduzidas. Além disso, com o tratamento adequado, a aplasia medular pode ser totalmente revertida: a medula óssea recupera sua capacidade de produzir células sanguíneas.

No entanto, é necessário que o tratamento tenha como base dois objetivos: a prevenção de complicações e a recuperação da medula óssea. Para isto, são administradas as seguintes abordagens terapêuticas:

  • Medicamentos imunossupressores, para estimular a produção da medula óssea;
  • Antibióticos, quando houver quadros de infecções, devido ao sistema imunológico comprometido;
  • Transfusões sanguíneas, para aumentar a concentração das células que estiverem em baixa concentração. Neste caso, pode ser transfundido sangue total, concentrado de hemácias, de plaquetas ou de leucócitos.

Transplante de Medula Óssea como Tratamento da Aplasia Medular

O transplante de medula óssea objetiva reconstituir a função da medula óssea, em casos de aplasia mais grave, que não respondem ao tratamento farmacológico.

Embora haja a necessidade de encontrar um doador compatível e sejam maiores as possibilidades de complicações, esta é a abordagem terapêutica mais eficaz para a aplasia medular.

Devido à complexidade desta condição, o médico hematologista deve acompanhar de perto o paciente que apresenta insuficiência da medula óssea, prevenindo complicações e adequando o seu tratamento.


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