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O transplante de medula óssea é uma opção de tratamento para uma série de doenças do sangue, e representa a única esperança de cura à disposição das pessoas que enfrentam a anemia aplástica grave, alguns tipos de leucemias, entre outras doenças.

Primeiramente, é preciso compreender do que se trata a medula óssea. Continue lendo este artigo e entenda o que é a medula óssea, como se dá o transplante e o que fazer se você deseja ser um doador.

Transplante de Medula Óssea – Saiba Mais

A medula óssea, chamada popularmente de “tutano”, consiste em um tecido gelatinoso que se concentra na cavidade dos ossos.

A função da medula óssea é dar origem aos três tipos de células componentes do sangue: os glóbulos vermelhos (ou hemácias), os glóbulos brancos (leucócitos) e as plaquetas. Estes agentes atuam, respectivamente, no transporte de oxigênio às nossas células, na defesa do organismo contra infecções e doenças, e no sistema de coagulação do sangue.

O transplante de medula óssea é um recurso disponível que atua no combate de mais de 200 doenças do sangue diferentes, e é necessário nos casos em que há uma disfunção na produção ou no amadurecimento de células sanguíneas, podendo levar o paciente à óbito.

Transplante de Medula Óssea – Doenças

O transplante de medula óssea configura um recurso viável no tratamento dos portadores de doenças do sangue, incluindo a anemia aplástica, alguns tipos de leucemia, mieloma múltiplo e linfomas.

Anemia Aplástica

A anemia aplástica é uma doença do sangue caracterizada pela deficiência de produção das células do sangue na medula óssea. Embora não seja uma doença maligna, o transplante de medula óssea configura uma opção de tratamento que “substitui” a medula improdutiva por uma saudável.

Leucemia

A leucemia é um tipo de câncer que compromete a função e a velocidade de crescimento dos glóbulos brancos. O transplante de medula pode ser introduzido como uma terapia complementar aos tratamentos convencionais do câncer de sangue.

Doação da Medula Óssea

Sabendo que o transplante de medula óssea pode ser a última esperança de cura para tantos portadores de câncer e de outras doenças do sangue, fica evidente a importância de doar.

Os riscos aos doadores são praticamente inexistentes. É retirada do doador somente a quantidade de medula óssea necessária, inferior a 10%. Dentro de poucas semanas, sua medula estará completamente readquirida. Através de uma simples atitude, você pode salvar uma vida!

Para que seja concretizado o transplante, é necessário que haja uma compatibilidade tecidual – determinada por uma série de genes concentrados no cromossomo 6 – total entre o doador e o receptor.

Esta compatibilidade é analisada em laboratórios, através de amostras de sangue. A chance de compatibilidade tecidual genética, entre irmãos filhos da mesma mãe e do mesmo pai, é significativamente superior em relação à chance de compatibilidade entre doadores não aparentados. A probabilidade também é maior entre pessoas pertencentes ao mesmo grupo étnico (brancos, negros, amarelos, etc).

Como Ocorre o Transplante de Medula Óssea

O único procedimento realizado antes da doação é um exame clínico, a fim de confirmar o bom estado de saúde do doador. Existem duas maneiras de doar a medula óssea: punção direta da medula óssea e filtração de células-mãe que passam pelas veias.

Transplante de Medula Óssea para o Doador

A punção direta da medula óssea é realizada através da injeção de uma agulha na região da bacia, de onde é retirada uma quantidade de tutano do doador equivalente a uma bolsa de sangue. O procedimento é realizado sob anestesia, dura em média 40 minutos e não deixa cicatrizes.

A doação não provoca qualquer comprometimento ao doador, que permanece somente 24 horas após o procedimento em observação, podendo já retomar suas atividades em seguida.

Transplante de Medula Óssea para o Paciente

Depois de diagnosticada a doença sanguínea do paciente, ele é submetido à primeira etapa do tratamento, que consiste na destruição da própria medula óssea.

O paciente recebe a medula óssea saudável num processo semelhante ao de uma transfusão de sangue: as células-tronco doadas são infundidas na região de seu peito, através de um cateter.

Depois de injetadas, as células-tronco transitam pela circulação sanguínea do paciente, até alcançarem o interior dos ossos. Ali elas se concentram, tomam conta da área e constituem, gradativamente, uma nova medula sadia.

De início, durante o período em que a nova medula ainda não é capaz de produzir a quantidade necessária de leucócitos, hemácias e plaquetas, o indivíduo fica fragilizado e mais vulnerável a episódios de hemorragias e contração de infecções. Por isso, deve permanecer em regime de isolamento no ambiente hospitalar, sob cuidados médicos. Este período tem duração média de duas a cinco semanas.

Após este período, o indivíduo deve manter o tratamento e o acompanhamento médico; em alguns casos, é necessário o comparecimento diário ao hospital. Logo sua medula já estará gerando uma dose adequada de células sanguíneas sadias.

Como Ser um Doador de Medula Óssea?

Para ser um doador, basta ter entre 18 e 55 anos e estar com a saúde “em dia”. Se você preenche estes requisitos, dirija-se até o hemocentro mais próximo. Chegando lá, os profissionais lhe orientarão a preencher uma ficha e realizar um exame de sangue, a fim de avaliar as características de sua medula óssea.

Caso surja algum paciente compatível que necessite de um transplante de medula óssea, os médicos entrarão em contato. Faça sua parte, realize uma doação! Você pode salvar uma vida.


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