A linfocitose consiste no aumento da contagem sanguínea de linfócitos – as células brancas com função de defesa do organismo -, acima do esperado para um indivíduo sadio da mesma idade. A condição é comum nas infecções virais, mas em alguns casos pode indicar o desenvolvimento de uma das doenças linfoproliferativas.

Ao longo deste artigo, saiba mais sobre esta alteração sanguínea, quando ela indica a necessidade de um diagnóstico mais aprofundado, e com quais doenças pode estar relacionada.

Doenças Linfoproliferativas

As principais doenças linfoproliferativas são a Leucemia Linfocítica Crônica e os Linfomas. Estas doenças hematológicas malignas apresentam diversidade de apresentações clínicas e de evolução. No entanto, caracterizam-se principalmente pela linfocitose crônica.

Nas doenças linfoproliferativas, a linfocitose geralmente é causada pela presença de células linfóides em proporções consideráveis no sangue. Na maioria das vezes, estes linfócitos neoplásicos apresentam anormalidades em sua estrutura celular, com  exceção da Leucemia Linfocítica Crônica, na qual os linfócitos podem ser indistinguíveis de células normais.

Linfocitose e Doenças Linfoproliferativas

A linfocitose, em sua essência, resulta de situações em que é necessária uma maior quantidade de linfócitos na corrente sanguínea. Como exemplo, temos a prática de exercícios intensos, estresse grave e anormalidades endócrinas.

Nestes casos, a linfocitose pode ocorrer sem alterações na estrutura das células. No entanto, nas infecções bacterianas e virais, pequenas alterações nos linfócitos são mais frequentes.

Por este motivo, ao realizar um diagnóstico mais apurado da linfocitose, é importante considerar não apenas a contagem de células, mas realizar também uma avaliação citológica, que pode demonstrar se existem alterações na estrutura destas células.

Linfocitose – Saiba Mais

A contagem elevada de linfócitos não apresenta sinais e sintomas diretamente atribuíveis a esta condição. A manifestação dos sintomas depende de suas causas, assim como o estado do sistema imunológico do organismo.

Por exemplo, sintomas de febre, faringite, cansaço e aumento do volume do baço, juntamente com a linfocitose, podem levantar a suspeita de mononucleose infecciosa. Já a condição presente em um paciente idoso que também apresenta anemia e trombocitopenia, causaria a suspeita de leucemia linfocítica crônica.

O tratamento, na realidade, não é para a linfocitose, e sim para a sua causa. Em regra, após a cura ou controle da doença relacionada aos níveis aumentados de linfócitos, eles se normalizam.

Doenças Linfoproliferativas – Saiba Mais

As doenças linfoproliferativas crônicas constituem o grupo mais frequente de neoplasias hematológicas, sendo representadas em maior parte pela leucemia linfocítica crônica e pelos linfomas.

Leucemia Linfocítica Crônica

É a forma mais comum de leucemia na população adulta. A linfocitose persistente apresenta evolução lenta, ocorrendo envolvimento do sangue periférico, medula óssea e baço.

A diferenciação desta leucemia com as demais doenças linfoproliferativas crônicas é baseada em análise de DNA, da estrutura celular, dos marcadores imunológicos destas células, assim como da presença de anormalidades genéticas.

Linfomas

Os Linfomas constituem um grupo de doenças linfoproliferativas, com diversos tipos, cada um com origem numa fase diferente da maturação do linfócito, com comportamento biológico variável.

Os tipos de linfoma mais frequentes são o Linfoma Hodgkin e os Linfomas não Hodgkin. Em sua maioria, sua origem se dá nos gânglios linfáticos, mas podem surgir em qualquer localização, dada a abrangência do sistema imunológico.

Minha Contagem de Linfócitos está Elevada – E Agora?

Alterações na contagem de linfócitos, diagnosticadas por meio do hemograma, não são motivos para preocupação. Seu médico pode verificar se existem outros sintomas que indiquem a presença de uma infecção e prescrever o tratamento, se necessário.

Devemos dar uma maior atenção quando o quadro é persistente. Neste caso, outros exames são solicitados, para identificar a causa desta condição. Se você tem alguma dúvida sobre a conduta médica em relação aos resultados dos seus exames de sangue, é válido consultar o médico hematologista.

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