O sarcoma granulocítico, também chamado sarcoma mieloide, é um tumor extramedular de células granulocíticas (glóbulos brancos conhecidos como granulócitos) imaturas. É uma condição frequentemente observada durante o curso de distúrbios mieloproliferativos, especialmente nas leucemias mieloides e síndromes mielodisplásicas.

Neste artigo, saiba mais sobre o sarcoma granulocítico, seu diagnóstico e tratamento.

Sarcoma Granulocítico

Em que Consiste o Sarcoma Granulocítico

As células granulocíticas, conhecidas também como granulócitos, são um tipo de leucócito (glóbulo branco), cuja principal característica é a presença de grânulos no interior da célula. Estas células de defesa do nosso organismo estão presentes no sangue, diferenciando-se em Neutrófilos, Basófilos e Eosinófilos.

Geralmente, o tumor que desenvolve-se nestas células está associado a leucemia ou outros distúrbios mieloproliferativos, mas também pode ocorrer sem a presença de doenças hematológicas evidentes. Nesses casos, a biópsia da medula óssea não revela outras neoplasias hematológicas, e o sarcoma granulocítico é descrito como não leucêmico, primário ou isolado.

Em algumas circunstâncias um pouco mais raras, é detectado antes dos sinais clínicos de leucemia ou outras doenças.

Características do Sarcoma Granulocítico

O sarcoma granulocítico ocorre em qualquer idade, desde pacientes pediátricos aos idosos. O tumor é observado em qualquer parte do corpo, mas os locais mais comuns são tecidos moles, ossos, peritônio, linfonodos e sistema gastrointestinal. Outros locais apresentados na literatura são o sistema geniturinário e o sistema nervoso central.

A apresentação de sinais ou sintomas deve-se principalmente ao efeito de massa do tumor e à disfunção do órgão ou do tecido afetado. Como os locais são diversos, a apresentação clínica da doença também pode variar.

Diagnóstico do Sarcoma Granulocítico

De acordo com a localização do tumor, é realizada ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Essas técnicas diferenciam um sarcoma granulocítico de abscessos e hematomas, especialmente em pacientes com leucemia mieloide aguda.

Após o diagnóstico, devem ser realizadas uma biópsia ou aspiração da medula óssea para descartar outras neoplasias hematológicas.

Embora a aspiração por agulha fina seja referenciada na literatura, a biópsia de tecido é o método mais indicado. A aspiração por agulha fina deve ser reservada para tumores nos quais a biópsia de tecido não é adequada.

Tratamento para o Sarcoma Granulocítico

O tratamento depende da localização da doença, seja no diagnóstico inicial ou na recidiva, no status de desempenho e na idade do paciente.

Na literatura foi documentada uma alta taxa de progressão para leucemia aguda, especialmente em pacientes tratados com métodos localizados (como cirurgia ou radioterapia). Assim, o tratamento sistêmico (quimioterapia) é recomendado a todos os pacientes.

Embora o tempo e o tipo de quimioterapia não sejam extremamente claros, esquemas semelhantes aos usados ​​no tratamento de indução da remissão de leucemia mieloide aguda são usados ​​na maioria dos casos.

Abordagens em Casos de Recidiva

Existem dados muito limitados sobre pacientes recidivados. Doença recorrente ou refratária é observada com ou sem envolvimento da medula óssea. Nesses pacientes, as quimioterapias de reindução devem ser consideradas.

Se houver envolvimento concomitante da medula óssea, os pacientes são tratados como leucemia mieloide aguda recidivada, com reindução quimioterápica e transplante de medula óssea.

Referência: American Journal of Blood Research

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