O mieloma múltiplo (MM) trata-se de um câncer, formado por células plasmáticas malignas, que acomete a medula óssea. Nos Estados Unidos, estima-se que a cada 100 mil pessoas, quatro são diagnosticadas com mieloma anualmente.

As células plasmáticas são responsáveis pela produção dos anticorpos, que desempenham um papel essencial na imunização do organismo contra vírus e bactérias a longo prazo. Entretanto, o crescimento anormal destas células provoca dores, fraturas ósseas, infecções, anemia e outras complicações no paciente.

O que é Mieloma?

O mieloma múltiplo é uma doença mais comum entre a população masculina e sua incidência é quase que redobrada entre os negros, em comparação aos brancos. A faixa etária mais suscetível ao diagnóstico está entre 65 e 70 anos.

O que é Mieloma? – Causas

As causas do mieloma permanecem desconhecidas. Estudiosos acreditam que a exposição à radiação, produtos químicos orgânicos, herbicidas e inseticidas podem influenciar o risco de desenvolvimento da doença, bem como fatores hereditários e histórico de infecção viral.

O que é Mieloma? – Sintomas

O MM pode provocar uma série de sintomas, que incluem:

Sintomas Ósseos

A maioria dos pacientes que enfrentam o mieloma apresentam dor óssea no peito ou nas costas, e, com menos frequência, nos braços e pernas. A dor óssea é desencadeada geralmente pelo movimento, e permanece ausente durante a noite, salvo quando o indivíduo muda de posição.

O MM pode levar o paciente à perda óssea generalizada, assim como à destruição óssea em áreas específicas. Estas perdas ósseas e erosões podem ocasionar fraturas patológicas e osteoporose. Os indivíduos que experimentam fraturas nas vértebras (ossos da coluna) podem enfrentar uma perda de altura.

Nível Elevado de Cálcio no Sangue

Os ossos contêm altos níveis de cálcio. Quando eles se rompem, o cálcio contido nos ossos se dissemina pelo sangue. O nível elevado de cálcio no sangue pode gerar sintomas como perda de apetite, náuseas, vômitos, micção frequente, aumento da sede, constipação, fraqueza, confusão, estupor e até mesmo coma. Estes sintomas afetam entre 10 e 15% dos pacientes com MM.

Anemia

A anemia, que corresponde à baixa contagem de glóbulos vermelhos no sangue, acomete cerca de dois terços dos pacientes que sofrem de mieloma. Os sinais e sintomas da condição incluem palidez, fraqueza e fadiga.

Danos nos Rins

A função renal dos pacientes de MM pode ser prejudicada, devido aos altos níveis de cálcio no sangue e ao excesso de proteínas associados à doença. Os danos nos rins acometem cerca de metade dos indivíduos com mieloma, e a insuficiência renal geralmente é o primeiro sinal a se manifestar.

Sangue Espesso

A produção excessiva de proteínas provocada pelos plasmócitos malignos no mieloma pode gerar um espessamento do sangue, denominado síndrome de hiperviscosidade. Os sintomas desta condição incluem sangramento do nariz e da boca, visão turva, insuficiência cardíaca e sintomas neurológicos.

Sintomas Neurológicos

A quebra dos ossos pode ocasionar um aumento da pressão sobre as raízes nervosas, gerando sintomas neurológicos. Estes sintomas afetam predominantemente o tórax e a parte inferior das pernas e das costas dos pacientes.

Os sintomas neurológicos podem incluir sensação de dormência ou formigamento, dor, fraqueza muscular e perda de controle da função intestinal ou da bexiga (incontinência urinária).

Sintomas Generalizados

Os sintomas generalizados provocados pelo mieloma múltiplo incluem perda de peso, aumento da sensibilidade a infecções (sobretudo durante o tratamento de quimioterapia), e, ocasionalmente, aumento do sangramento e tumor nas costelas.

Nos casos mais graves de MM, as células tumorais podem ficar acumuladas embaixo da pele do paciente, provocando inchaços na cor púrpura.

O que é Mieloma? – Estágios

Os estágios de mieloma são categorizados pelo sistema de estadiamento Durie-Salmon, que divide os pacientes da doença em três estágios: I, II e III, que correspondem à baixa, intermediária e alta massa celular.

A classificação dos estágios se dá de acordo com a quantidade de plasmócitos malignos presentes no paciente, e também depende de diversas variáveis, incluindo a gravidade da anemia, nível de cálcio, função renal, presença ou ausência de lesões ósseas e a quantidade de proteínas anormais.

Os pacientes diagnosticados com mieloma são classificados em grupos de alto risco da doença, intermediário ou padrão, com base na anormalidade genética do tumor.

Mieloma de Alto Risco

Cerca de 15% das pessoas com mieloma apresentam doença de alto risco. Este estágio da doença é bastante agressivo e tem potencial de abreviar a sobrevivência do paciente. Por este motivo, os indivíduos inseridos no grupo de alto risco recebem tratamentos mais agressivos.

Mieloma de Risco Intermediário

Cerca de 10% dos pacientes com mieloma estão inseridos no grupo de risco intermediário. Este tipo de MM encontra-se entre a doença de alto risco e de risco padrão. Com a terapia adequada, os pacientes podem alcançar bons prognósticos, semelhantes ao MM de risco padrão.

Mieloma de Risco Padrão

Todos os indivíduos com MM que não possuem anormalidades genéticas de alto risco ou intermediário estão inseridos no grupo de risco padrão. Com a terapia moderna, os pacientes deste grupo têm uma expectativa de sobrevida média de 8 a 10 anos.

O que é Mieloma? – Diagnóstico

O diagnóstico clínico do mieloma se dá com base na presença de sinais e sintomas típicos da doença, bem como nos resultados dos testes do sangue e da medula óssea.

Muitos testes são realizados para determinar assertivamente a presença e a gravidade do mieloma, e alguns casos requerem repetições periódicas do teste, a fim de obter o diagnóstico correto. Estes testes incluem exames de sangue, de urina, de medula óssea, imageamento, testes genéticos e cromossômicos.

O especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do mieloma é o médico hematologista, especialista em cânceres e nas demais doenças do sangue.

Tratamento do Mieloma

Existem diversas vertentes de tratamento disponíveis e eficazes no alívio dos sintomas, capazes de prolongar significativamente a vida dos pacientes acometidos.

As vertentes de tratamento atuais para mieloma incluem a espera vigilante (nos casos de MM assintomático ou latente), quimioterapia, medicamentos imunomoduladores e transplante de células-tronco.

Lembre-se: sua principal fonte de informação é o seu médico. Se você está com suspeitas de mieloma, marque uma consulta com um hematologista e esclareça suas dúvidas. Somente através de um especialista você poderá alcançar um diagnóstico assertivo e dar início ao tratamento adequado, de acordo com as especificidades do seu caso.

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