A leucemia mielomonocítica crônica (LMMC) é uma neoplasia da medula óssea que se apresenta com alterações sangue periférico visto ao hemograma. Isso acontece quando os monócitos (um tipo de glóbulo branco com função no combate a micro-organismos, atuante também nos processos inflamatórios) ainda em maturação na medula óssea começam a crescer fora de controle, preenchendo-a e impedindo o crescimento de outras células sanguíneas.

Continue a leitura e conheça mais sobre a leucemia mielomonocítica crônica, suas causas, sintomas e tratamento.

Leucemia Mielomonocítica Crônica (LMMC)

Conheça a Leucemia Mielomonocítica Crônica

A LMMC costumava ser considerada um tipo de síndrome mielodisplásica (SMD) porque os pacientes apresentam células anormais (displásicas) na medula óssea.

Mas outros fatores associados à LMMC não correspondem à definição de SMD, principalmente porque eles se assemelhavam mais a neoplasias mieloproliferativas, um grupo de doenças em que a medula óssea produz muitas células.

Assim, como a LMMC possui características tanto da síndrome mielodisplásica quanto da neoplasia mieloproliferativa, a comunidade científica criou uma nova categoria de “sobreposição” de neoplasia mielodisplásica / mieloproliferativa.

Entre 15 e 30% dos pacientes com LMMC desenvolvem leucemia mieloide aguda (LMA).

Causas da Leucemia Mielomonocítica Crônica

A causa exata da LMMC não é conhecida. No entanto, existem fatores de risco conhecidos que aumentam as chances de desenvolver a doença. Eles incluem:

  • Idade mais avançada (60 anos ou mais);
  • Sexo masculino;
  • Exposição a certos produtos químicos no trabalho ou no meio ambiente;
  • Ser exposto à radiação;
  • Tratamento passado com certos medicamentos para o tratamento do câncer.

Sintomas da Leucemia Mielomonocítica Crônica

O sinal mais comum de leucemia mielomonocítica crônica (LMMC) é ter muitos monócitos no sangue. Essas células podem se estabelecer no fígado e no baço, fazendo com que esses órgãos aumentem de tamanho. Eles também podem fazer com que a medula óssea produza menos células sanguíneas, resultando em:

  • Um número baixo de glóbulos vermelhos (anemia) que pode levar a sensação de cansaço, falta de ar e pele pálida;
  • Baixos níveis de glóbulos brancos normais (leucopenia) que pode levar a febre e infecções frequentes ou graves ou, em alguns casos, um número mais normal de glóbulos brancos, mas ineficazes;
  • Trombocitopenia. Um número baixo de plaquetas no sangue, que pode levar a problemas com contusões, sangramentos fáceis, sangramentos nasais frequentes que podem ser graves ou sangramento das gengivas.

Diagnóstico da Leucemia Mielomonocítica Crônica

Existem vários testes e ferramentas que utilizamos para confirmar um diagnóstico de LMMC:

  • Exame físico e do histórico médico;
  • Exames de sangue:
    • Hemograma completo com um exame diferencial do número total e tipo de células sanguíneas no sangue;
    • Exames de sangue para procurar outras causas de baixa contagem sanguínea, como baixos níveis de vitamina b12 e folato;
  • Aspiração e biópsia da medula óssea para ver a aparência dos seus monócitos ósseos (necessária para o diagnóstico);
  • Teste citogenético, que analisa anormalidades no DNA da célula.

Tratamento para Leucemia Mielomonocítica Crônica

O tratamento da LMMC depende da gravidade da doença, bem como da idade e saúde do paciente. As opções de tratamento incluem:

  • Cuidados de suporte com transfusões de sangue, fatores de crescimento e antibióticos para tratar sintomas aumentando a contagem sanguínea e interrompendo infecções;
  • Quimioterapia para matar células cancerígenas usando agentes citotóxicos;
  • Radioterapia com raios ou partículas de alta energia para destruir células cancerígenas;
  • Transplante de células-tronco.

Estar bem informado sobre sua condição e seu tratamento pode ajudá-lo a tomar decisões e lidar com o que acontece. Converse com seu médico hematologista sobre quaisquer sintomas que você tenha e tratamentos de suporte que possam ajudá-lo.

Você também pode se sentir melhor se: manter uma dieta saudável e equilibrada, praticar algum exercício – após consultar o seu médico e descansar quando se sentir cansado.

Referência: American Cancer Society

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